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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Brasil dos Brasileiros

Em investimentos na saúde pública, o Brasil está mais perto de Angola do que da Suíça. Divulgado ano passado, relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o Estado brasileiro aplicou apenas 5,4% dos seus recursos no setor, ocupando uma vergonhosa 169ª posição entre 198 nações. Perdeu feio para a Argentina, que está em 54º lugar.
oncoguia

A labrador Marine, 8, dá diagnósticos de câncer no intestino com 95% de acerto cheirando amostras de fezes

Outros cães já tinham mostrado habilidades similares, mas não se sabe que substância, afinal, eles identificam
 
Marine gosta tanto de correr atrás de bolinhas de tênis que se tornou uma "médica" brilhante só para brincar mais com elas. Tudo bem que, no canil onde vive, no Japão, ela não chega a ser um Gregory House, aquele personagem de série de TV que, com meia dúzia de sintomas, descobre doenças raríssimas nos pacientes. Mas, na doença em que Marine se especializou, câncer de intestino, seus diagnósticos estão certos em mais de 95% dos casos.

A exemplo de House, Marine, uma labrador preta de oito anos, também não gosta muito de ver os pacientes: a cadela se concentra nas suas amostras de fezes. Fareja por um instante e, quando sabe que o sujeito está com a doença, senta-se em frente à amostra. Se ele estiver saudável, segue andando.
 
Marine deixou os cientistas japoneses da Universidade Kyushu muito intrigados. Eles não fazem ideia de qual é o composto químico que Marine identifica nas fezes (e também em sacos plásticos com o ar expirado pelos doentes, descobriu-se).
 
Cientistas suecos até conseguiram relacionar moléculas à base de carbono com câncer de ovário (leia abaixo), mas o grupo japonês não está muito esperançoso sobre o câncer de intestino. Nas palavras do médico Hideto Sonoda, "eu tenho alguns palpites, mas é difícil descobrir. Somente os cachorros sabem a resposta".
 
A equipe de Sonoda vinha acompanhando vários relatos, nos últimos anos, de colegas cientistas pelo mundo sobre a capacidade canina de farejar vários tipos de câncer (como no pulmão, mama e ovários), com uma boa taxa de acertos (um estudo de 2004 mostrava 41% de acertos com câncer de bexiga).
Começaram, então, a treinar Marine em 2005. Colocavam-na para cheirar amostras de fezes de pacientes com câncer no intestino e de voluntários saudáveis. Ensinaram que, se ela sentasse só quando cheirasse amostras de doentes, ganharia o direito de brincar correndo atrás de uma bolinha de tênis.
 
Marine, uma cachorra especialmente entusiasta da atividade de gandula, deixou-se subornar com facilidade pelas bolinhas, e passou a sentar rapidamente ao farejar amostras "doentes", ansiosa por brincar.
 
Os cientistas perceberam que ela tinha talento para a coisa. No começo de 2009, viram que ela já estava apresentando ótimos resultados. Acharam que era a hora de calcular seu nível de acerto.
Marine foi então apresentada a amostras (inéditas, para ela) de 48 voluntários com câncer no intestino e a 258 amostras de pessoas saudáveis. Errou em menos de 5% dos casos. Foi bem mesmo quando a doença ainda estava em estágio inicial, segundo artigo publicado agora na revista científica "Gut".
Pode parecer promissor, mas existem, porém, dificuldades para utilizar cães em hospitais para fazer diagnósticos. Primeiro, o treinamento canino leva quase tanto tempo quanto uma faculdade de medicina humana. Marine levou quatro anos até estar craque -e a "vida útil" de um cão é bem menor do que a de um médico.
 

Egito Antigo

A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.